quarta-feira, 27 de julho de 2011


Saudade...

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói
morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo,
que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto,
sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a
faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia
sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou
torna-se menor, ao outro sobra uma
saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua sem fazer a
barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele foi na consulta com o
dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por
causa daquela mania de estar sempre
ocupada; se ele tem assistido às aulas de
inglês, se aprendeu a entrar na Internet e
encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ele continua sorrindo com aqueles
olhinhos apertados;
se ele continua cantando tão bem;
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que
ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe
cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante
de uma música;
Não saber como vencer a dor de um
silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está
com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo
tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais
magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se
ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive
escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora
depois que acabou de ler.

Miguel Falabella


segunda-feira, 18 de julho de 2011




O MUNDO SEM ELES


15 de Abril de 2110
Segunda-feira, 08:20


Dia de ressaca. A claridade me impele a levantar da cama. Abro os olhos com a dificuldade de quem dormiu duas horas e uma garrafa de vinho...
 
08:22. Atrasada, como de costume.
(espelho do banheiro)


Nasci num mundo de mulheres onde homens são raros, velhos ou já morreram. Desde o século passado quando a ciência foi capaz de sintetizar espermatozóides em laboratório, os homens se tornaram irrelevantes. Eles, na verdade, sempre atrapalharam.

Enquanto dominou, o ego masculino somente construiu guerras, desgraça e morte. As mulheres eram obrigadas a conviver com as incapacidades e deficiencias masculinas. Traição, agressividade, luxuria. Eles sempre foram o lado mais animal da espécie. Divididos entre o orgulho e o ego, eram eles por trás do crime, matando, assaltando, espancando, estuprando. As mulheres perceberam que, afinal, um mundo delas pudesse ser a chance de reerguer um lugar condenado a destruição.

Em 2070 menos de um terço da população mundial era masculina. Mulheres reproduziam-se por si mesmas, e com o auxílio da engenharia genética passaram a dar a luz somente ao sexo feminino. Naquele ano os homens uniram-se contra a ordem vigente usando daquilo que, achavam, os levaria a vitória: a força.

Foram rechaçados.


Os cargos mais importantes da política já nos pertencia e nós tomavamos as decisões que nos era apropriada. Ora, a nossa revolução já havia começado muito antes dos homens imaginarem, ali na sua inteligência super focada. Vai ver esse era o problema. Eles não enxergavam além dos seus próprios objetivos. Não fomos feitas para constituir um exército, e por essa razão a nossa batalha é invisível aos olhos.

Hoje, o mundo pertenece a nós, as mulheres. Discípulas da beleza, do amor e da prosperidade. E aqui, onde o belo e a sensibilidade são os pilares, eu sou rainha.

Meu nome é Olivia Rubenstein. Tenho 47 anos. Sou acionista majoritária de um dos maiores centros de estética do mundo, a Willendorf. Há cinco anos venho desenvolvendo uma linha de cosméticos que combatem os radicais livres do corpo, responsáveis pelo envelhecimento. Este ano chegamos ao resultado esperado. Triplicamos os cofres da empresa... bem como o espaço do meu closet.

Montada num salto quinze e dentro de um vestido-desejo, fito-me mais uma vez no espelho do hall de entrada, antes de sair. Moro num duplex na cobertura do metro quadrado mais caro da cidade e a revolução da industria de cosméticos permite que eu seja exatamente a mulher que aparenta metade da idade. Jovem, rica e loira. Quem precisa de um homem nos dias de hoje?

Entro no banco de trás do carro. Uma mulher na direção.


- Para a Willendorf, por favor. Mas antes eu preciso de um café ou minha cabeça vai explodir.
- No mesmo lugar senhora?
- Sim querida, vamos logo.


Viramos na rua principal, já barulhenta a essa hora.
09:03

Bom, eu que estou duas horas atrasada.


Fecho os olhos enquanto o carro anda devagar enfrentando um suave engarrafamento. O som é inconfundível. Um sinfonia de salto agulha batendo nas calçadas. Centenas deles nos pés de mulheres de todo o tipo. Todas montadas num mundo superior, 15 centímetros acima, como eu. Olho para aquela selva de leoas com garras escarlate e presas de porcelana. Sacerdotisas do consumo. Se nós temos um defeito, bem, ele será o consumismo. Mas quem liga pra isso? Vivemos num mundo de prosperidade. Grandes mulheres estão a frente de grandes nações. Eficiência, diplomacia e agilidade são qualidades com as quais nascemos. E é por essa razão que, de pouco, os homens estão próximos da extinção.


- Chegamos senhora.
- Estacione ali, perto da entrada, saio em 10 min.

Coloco os oculos escuros e desço do carro. Caminho com o poder que somente um escarpin e um bandage dress pode dar a uma mulher. Percebo que estou sendo olhada, despida. Nós mulheres somos melhores em tudo, até no sexo... Quem, senão outra mulher saberia o ponto exato onde tocar os dedos e colocar a lingua para causar uma incontrolável erupção de prazer? Sorrio comigo mesma.

Paguei o meu frapuccino a uma atendente muito enjoadinha precisada de maquiagem. Esbarrei na saída com uma velha conhecida.

- Julien! Que surpresa encontrá-la por aqui, onde está Meredith? Faz séculos que não nos encontramos, preciso conversar sobre a minha nova linha de produtos! - disse cumprimentando aquela mulher dona dos olhos mais negros que já presenciei.

- Ah, você não soube? Meredith e eu não estamos mais juntas, mas estou feliz com isso - disse ela num tom desagradável.

- Perdoe-me Julien, eu não sabia... Ah, ligue pra mim se precisar de alguma coisa sim querida? Agora eu preciso ir, elas estão me esperando. - disse virando-me para fugir daquela mulher.

- Você é mesmo uma Rubenstein, Olivia. Sempre colocando o trabalho em primeiro lugar não? AlfinetouJulien.


- Oh Julien, por favor... Você sabe que não é bem assim. Hoje, por exemplo, estou com uma ressaca terrible! – dissimule

- Aposto que bebeu sozinha, acertei?

- Bom, agora tenho mesmo que ir Julien, até algum dia.

Há de se convir que algumas vezes viver entre mulheres é como caminhar sobre ovos usando um par de escarpin. Você sabe que inevitavelmente vai quebrá-los, o importante é não escorregar. Ou seja, nunca se exalte, sorria sempre e mude de assunto. Fazer inimigas estrogenadas não é a melhor opção.

Volto para o carro.


- Vamos o mais rápido possível querida! Ande!
- Sim senhora. - respondeu uma voz grave.
- O que você disse? - perguntei confusa. O que tinha na voz daquela mulher?
- Eu disse... Sim, senhora.


A sensação de que o mundo estava girando veio associada ao enjoo que não era da ressaca. De alguma forma aquela voz me dava arrepios e até evocava alguma coisa dentro de mim que eu não conhecia. Seria possível?

- O que... O que aconteceu com sua voz, querida? - perguntei com a glote fechando.

As travas do carro foram acionadas.

- Mas o que é isso? Abra isso agora!

Os movimentos que se sequenciaram logo após, chegaram a minha mente como um filme em camera lenta. Uma mão grande arrancou os próprios cabelos da cabeça deixando mostrar uma cabeça raspada... sem cabelos. Aquilo olhou para trás e ali pude entrever os traços do rosto... Impossível!


O sangue pulsava em minhas veias doloridamente chamando os membros do meu corpo a reagirem. Mas o pânico me paralisava. Não conseguia pensar em nada senão o fato de que ali, na minha frente estava...


Pela primeira vez em toda a minha vida, eu estava olhando nos olhos de...

Um homem.

Quando abri os olhos eu não tinha tanta certeza se o que havia acontecido fazia parte dos meus sonhos ou da minha vida desperta. Por um momento toda aquela claridade atravessando as grandes janelas de vidro lembraram-me o meu quarto. O fato é que eu jamais encontraria um tapete em tom café sobre um piso de mogno em meu apartamento.

Estava vestida, intocada, o escarpin junto a cama e minhas jóias sobre a mesa de cabeceira. Lembrei-me daquele rosto... Ainda que conservasse evidentes características femininas, era inconfundivelmente o rosto de um homem. Mon Dieu! Onde eu estava?


Levantei-me com cuidado, levemente tonta. Provavelmente dopada com alguma droga. Olhei ao meu redor. Era um quarto espaçoso, talvez maior que o meu próprio. Não saberia como definir o estilo daquele lugar... Era escuro, apesar da luz abundante. Clássico, alternando entre cores marrom e bordeaux. O sofá era revestido em couro. De repente, eu compreendi que aquele quarto pertencia a um homem. Teria debochado da previsibilidade não fosse a situação crítica em que me encontrava. Precisava fugir daquele lugar.


Aproximei-me da janela, e como previ estava no primeiro andar de uma casa. Havia macieiras ao redor. A propriedade se prolongava por pelo menos um quilômetro até alcançar o portão principal. As chances de sair despercebida eram poucas.

Passos na escada. Estavam subindo, certamente para este quarto. O único pensamento que me veio a cabeça naquele instante era claro: subir no meu escarpin. A princípio uma idéia tola, incabível. Mas não se pode subestimar o poder de um salto, principalmente quando são agudos o suficiente para funcionar como uma arma.

Da porta inrromperam tres homens. O da ponta direita, reconheci, era o mesmo que havia me sequestrado. A ferida no rosto dele me lembrou o golpe inutil que tentei realizar com o meu salto para impedi-lo de agarrar-me. Estavam vestindo uma roupa formal, algo como um terno para homens; o do meio usava calças razoavelmente justas, cor escura, e uma blusa da mesma cor. Mas a roupa que ele usava era absolutamente irrelevante. Estava mais fraca do que deveria estar, meu coração batendo mais rápido do que o normal. Visivelmente descontrolada. O que era isso?


Os homens de terno permaneceram do lado de fora do quarto e a porta havia sido fechada. Estávamos somente eu e aquele homem. Maxilar largo como os ombros, cabelos claros propositalmente desarrumados, 1,80 no mínimo e olhos castanhos iconfundivelmente esverdeados. Algo em mim parecia estar acordando... uma sensação inconcebível que me percorria a galopes.

- Meu nome é Jean-luc Ghesquière. Minha família é mais antiga que a sua, e pertenço a uma linhagem rara de homens. - a voz grave e limpa reverberava nos meus ouvidos com estranheza e prazer. Isso tinha que parar.


- Ghesquière. Nunca ouvi falar... Mas eu sei que vou sair daqui e perseguir essa sua familiazinha sem importância até que todos vocês sejam exterminados - dei um passo a frente com toda a coragem que conseguia reunir - Entendeu?

Ele sorriu debochando.

- Você compreende que eu sou várias vezes mais forte que você e que posso imibilizá-la se eu quiser? – desafiou

- Tenta! - sempre fui impulsiva no limite da imprudência.


Antes que pudesse dar um passo para trás Jean-luc agarrou meus pulsos fazendo-me girar e perder o equilíbrio. Naquela fração de segundos eu tinha ido parar de costas junto ao corpo dele. As mãos fortes e dedos grossos, típica daquela estirpe, agarrava-me enlaçando a minha cintura junto a dele e imobilizando meus braços. Aquele corpo quente me enfraquecia. A respiração mais rápida junto a mim era como um veneno que convertia a minha carne fraca. Ele aproximou o rosto junto ao meu roçando a barba por fazer sobre a minha pele enrubescida. E naquele instante percebi, profundamente aterrorizada e com arrepios provocando o meu corpo, que eu estava subjugada àquele sentimento.

- Eu sei que você gosta. - ele suspirou no meu ouvido. - Você não pode lutar contra a natureza.

Abri os olhos (que para a minha completa vergonha estavam revirando-se) e lutei. Enfiei a ponta do meu salto no pé dele e com força atingi as costelas com o cotovelo. Ele encurvou-se e pude me desvencilhar. A única alternativa era correr, por mais que isso fosse de encontro às minhas convicções de sempre lutar e nunca fugir. Mas esta era uma situação extraordinária, não havia como lutar porque eu mesma não queria lutar... disso eu precisava fugir.

Passei como um raio pelos dois homens na porta e desci as escadas logo a frente o mais rápido que pude, o vestido muito justo me atrapalhava. Cheguei ao saguão da casa e só consegui perceber as duas grandes portas de madeira que me levariam a saída. Escutava os passos apressados no andar de cima e logo atras de mim. Larguei o meu escarpin com profundo pesar e corri. Abri as portas...


Na minha frente descia uma grande escada de poucos degraus esculpida em mármore de carrara. Uma raridade que teria apreciado com prazer. Corri o mais depressa que pude seguindo um caminho aberto no meio das árvores logo a frente. Jean-luc estava no meu encalço, sozinho, como se soubesse que me apanharia facilmente. A raiva que eu sentia naquele momento estimulava minhas pernas, mas eu nao aguentaria por muito tempo.

Aquilo era rídiculo. Estava sendo caçada como uma presa para ser degustada depois de morta. Minha superioridade estava sendo afrontada. Como eu vou conseguir passar pelos portões?

- É inútil correr Olivia! - meu Deus a voz dele estava logo al...

O peso do corpo de Jean-luc derrubou-me. Estava perdida.

Ele me prendeu ao chão segurando-me os pulsos. O corpo dele pesava sobre mim, domando-me, mas isso não importava. Minhas pernas se abriram para ele como que por um instinto que neguei durante toda a minha vida. Jean-luc beijou-me na boca como se nossos corpos estivessem ávidos para tornarem-se um só. O calor dos lábios dele entorpeciam o meu corpo agora hipersensível ao menor toque. Rasgou-me o vestido afundando-se nos meus seios desnudos... A lingua dele viajava o meu corpo fazendo-me gemer de prazer... tudo tão intenso que nem a iminência da morte poderia me interessar. Aquela pequena floresta ao nosso redor testemunhava o enlace sagrado da qual a privamos por tantos anos, contrariando as forças da natureza.


Ele tirou a camisa deixando mostrar os músculos definidos que a roupa não deixava ver. O tórax, os braços, a barriga... Aquele corpo suado que jamais toquei excitava-me até a alma. Tirou as calças com rapidez e ali pude sentir o corpo dele completamente sobre mim. Os beijos no pescoço que me arrepiava eram traduzidos nas marcas de unha que fincava nas costas dele. Jean-luc forçou-se sobre meu corpo selando o ato. Ele estava dentro de mim no máximo de união entre dois corpos. O movimento se tornava frenético e o prazer que me consumia era tão grande que por um momento achei que fosse morrer. A essa altura eu gritava com a vontade de te-lo cada vez mais dentro de mim. Estávamos os dois como animais selvagens sob as árvores.

Estava louca. Louca pela pele de Jean-luc... Naquela proximidade tão estreita que um era o outro e o outro não sabia onde terminava. Corações palpitando num mesmo ritmo, pulsando uma música antiga que era mais linda que já ouvi um dia. As mãos se tocando fazendo fluir a corrente represada de desejo, vida e glória. Meu sangue reverberando com maior intensidade berrando o grito que em todos os cantos do corpo era ouvido. As bocas unidas numa fome voraz de um pelo outro, como se finalmente tudo pudesse ser eterna e indestrutivelmente unido. O que deveras acontecia ali, quando tudo era só pele e finalmente um continha e o outro era contido. E aos poucos, Jean-luc foi suavizando os movimentos e ambos cansados, adormecemos sob o dossel verde das macieiras, douradas com a luz do sol ainda nas primeiras horas.

Quando acordei Jean-luc estava do meu lado olhando para mim. Fiquei envergonhada. Estava envergonhada de tudo. De estar nua naquele chão, de ter cedido, de ter negado tudo aquilo pelo qual defendi a minha vida inteira. Tudo por causa daquele homem que arrebatou-me inteira. Estava nauseada com todo aquele episódio insólito. Mas estava surpresa de, mesmo assim, depois da hipnose a qual estive submetida, ainda tinha vontade de perder-me no verde dos olhos de Jean-luc. O sorriso com que ele me presenteava afetava-me num efeito bestificante que me fez sorrir também, por nada.

- O que você prentende com isso tudo? - perguntei sem querer escutar a resposta. Senti como se tivesse retrocedido no tempo, na época em que as mulheres gastavam suas lágrimas com as incapacidades masculinas. Quando amarguravam em ser usadas e jogadas fora. E ali estava eu, uma mulher fragilizada diante de um homem.

- O que eu pretendo? - ele sorriu fechando os olhos e tornando a abri-los logo depois. - Eu pretendo convencer todas as mulheres do mundo a desistirem dessa bobagem de um mundo só delas.

- E como pretende fazer isso... Jean-luc? - esforçava-me para falar. Sentia dentro de mim, anos de lágrimas não choradas. O ressentimento de ser desprezada era particularmente doloroso, mais do que qualquer dor que possa ter sentido. Como as mulheres conviviam com isto? Como admitiam ser relegadas de lado?


- Mas isso não quer dizer que eu tenha que agarrar todas elas no meio das árvores - disse ele zombando da minha visível angústia.

- Eu sempre fui uma mulher independente. Não estou acostumada com isso. Eu não sei o que fazer, o que dizer. Só sei que... - olhei pra ele com incerteza. Se dissesse que queria ele junto a mim corria o risco de ser rejeitada.

- Diga - ele estava sério agora.


- Só sei que... E eu não sei como isso pode acontecer, uma vez que nós nos conhecemos há apenas algumas horas... - estava perdida, sem chão, com vontade de chorar, eu não me reconhecia mais. Era como se eu estivesse renascendo de dentro de mim. - Eu só sei que agora, eu não poderia mais viver sem você.

Pronto. Afundei meu ego sob os pés dele. A resposta dele poderia ser a minha sentença de morte.

- Quem diria que um dia, Olivia Rubenstein, senhora absoluta de si e do mundo, estaria se entregando justo a um homem... - disse ele com o sorriso saindo pelo canto da boca.

- Não torne isto mais dificil do que já é, Jean-luc. - disse sentando-me sobre a blusa dele que estava embaixo de mim. Ele me beijou no pescoço.

- Eu sou homem, mas saiba que isto não significa que eu vou abandoná-la justo quando você se apaixonou por mim.

Nos abraçamos, eu aliviada. Questionei-me como pude viver sem a segurança que aqueles braços me inspiravam. Afinal, talvez os homens não fossem os monstros que as mulheres antes de mim, e as antes delas, sempre pregaram. Talvez existisse neles algo que nos falta e que, por conseqüência, nos completa. Então mesmo que nós lutássemos contra as faltas de uns, não poderíamos viver para sempre sem as virtudes de outros. Embora encontrássemos umas nas outras a compreensão que eles não têm de nós, elas, por outro lado, saberiam demais.

Quem sabe nós precisamos apenas de alguém que complete a frase que começamos, e sem querer. Que seja, despropositadamente, a união de tudo o que mais amamos e odiamos.

Alguém que seja o conflito antológico de amor e ódio e que, por isso, não cai no tédio. Quem sabe eu precise de alguém que seja tudo que eu procurei, e por acidente!

Eu achei em Jean-luc.

No fim das contas o problema não é mesmo os homens... quem diria! O fato é que nós esperamos que os outros sejam o que nós queremos que sejam. E insistimos repetidas vezes em transformar as pessoas em outras que elas jamais serão. Então como se dizia por aí, há muito tempo atrás... se não tem remédio, remediado está! Espero que todas as mulheres do mundo possam compreender que tudo não é só uma questão de procurar, e sim de encontrar naquilo que você já achou.

Meu nome é Olivia Rubenstein, e estou perdidamente apaixonada pela pessoa mais incrível que conheci e cujo maior defeito é, também, sua grande qualidade: é um homem.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Orgasmos Femininos

6 Tipos de Orgasmos Femininos

1. O ponto U
A uretra - por onde sai a urina - é um ponto de prazer para muitas mulheres (o que não é de surpreender, já que fica entre o clitóris e a entrada da vagina, área supersensível). Pressioná-la ou massageá-la com os dedos ou a língua, abusando de movimentos circulares ou de cima para baixo, pode levar você a um clímax inimaginável.

2. Dois gatilhos poderosos: ponto G e zona AFE
Para dar um descanso ao clitóris, procure o orgasmo estimulando o ponto G (aquela parte da vagina do tamanho de uma moedinha situada acima do osso púbico) ou a zona AFE (sigla do inglês anterior fornix erotic, traduzindo, entrada erótica anterior), que fica na mesma parede vaginal, só que perto do colo do útero. Enquanto o G é um ponto bem preciso, a AFE é uma zona esponjosa maior e menos definida. Tem, porém, a vantagem de responder a estímulos suaves. Para chegar ao orgasmo dessa forma, a posição ideal é a penetração num ângulo de 90 graus, com o gato de pé ou ajoelhado.

3. A magia dos seus seios
O sexólogo Herbert Otto garante que o estímulo dos seios é a segunda forma mais comum de uma mulher chegar ao clímax. Exagero? Pode ser. Mas não resta dúvida de que uma sessão de estímulos com a língua, os lábios e os dentes é de enlouquecer. E ao que parece esse tipo de orgasmo é mais frequente do que se imagina: numa pesquisa com 500 mulheres, 29% garantiram já ter experimentado.

4. Contatos imediatos com o clitóris
É fato: a maioria de nós precisa de estímulo nesse "botão mágico" para ter prazer. Quando as mãos são usadas, movimentos circulares e para a frente e para trás fazem maravilhas. Embora mãos competentes sejam uma glória, dificilmente superam a língua em destreza. O sexo oral deixa a maioria das mulheres louca, não só pelas sensações que desperta como por ser um ato de intimidade absoluta. O que se espera que um bom amante faça com a boca lá embaixo? Use toda a língua, não apenas a ponta, pois cada parte proporciona uma sensação diferente ao toque. Estimular o clitóris com vibradores é mais uma variação bem-vinda.

5. Em busca do ápice vaginal
As sensações produzidas por um orgasmo clitoriano são diferentes das experimentadas no vaginal. No livro O Grande Oooh! (Planeta do Brasil), a sexóloga Lou Paget explica a razão científica dessa diferença: "O estímulo do clitóris faz o útero e o canal vaginal se expandirem e se elevarem, preparando a vagina para a entrada do pênis. No estímulo vaginal, o útero pressiona a vagina. Portanto, é lógico ter sensações distintas". Algumas posições favorecem o prazer vaginal. As mais recomendadas são a mulher por cima - que, como você já deve saber, tem a vantagem extra de deixar seu amado doido de tesão. O homem por cima também é favorável porque a penetração profunda e a força que o corpo dele exerce desencadeiam sensações prazerosas em toda a vagina.

6. O encanto do mais proibido dos carinhos
Na lista de possíveis fontes de prazer não pode faltar o ânus, com suas terminações nervosas altamente excitáveis. Ele pode ser estimulado com os dedos, a boca, o pênis ou brinquedos eróticos como vibradores e bolinhas. Apenas, antes de se aventurar, tome o cuidado de usar um bom lubrificante.

domingo, 10 de julho de 2011



"Como As Mulheres Dominaram O Mundo"

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira. Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?
- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros... A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho... E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês.
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear.
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...

Luis Fernando Verissimo
30 Day Song Challenge
Day 06: A Song That Reminds You Of Somewhere


"O Que É, O Que É?"

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...


"Você deve desistir da vida que planejou,
para poder ter a vida que o aguarda."
(Joseph Campbell)

Peregrinação na Night


Fala ae, pessoas!

Ontem tive uma noite muito doida! rsrs.. uma total peregrinação em busca da night perfeita! rsrs e isso, claro, mais uma vez, na companhia inseparavel das minhas amigas Juliana e Helenice.


A noite começou com a nossa saída de casa em direção a Nuth da Lagoa. E ao chegarmos lá, nos deparamos com um ambiente praticamente vazio com meia duzia de gato pingado dentro d uma casa q parecia um ovo! rsrs.. Enfim. Na esperança de uma melhora na quantidade de pessoas presentes, decidimos ir a um posto de gasolina proximo pra fazer um lanchinho. Ficamos por la cerca de quase 1h e voltamos pra Nuth. E? E que nda, né?! Ainda vazia. Entao, decidimos partir.


Proxima parada: Baronetti em Ipanema. Assim q chegamos um momente de felicidade: fila pra entrar! Ou seja, vazia ela nao tava! rs.. Masss, sabe como é, né?! Felicidade de pobre dura pouco! Ao entrarmos na fila começamos a perceber as pessoas presentes na mesma e concluimos: rola um limite máximo de idade de 18 anos?! Nos sentimos as TIAS do local. O que fazer, entao?! Ir embora, claro!

E lá fomos nós, mais uma vez, em busca de um lugar pra ficar, dançar e chamar d meu! rsrs..


Então, seguimos pro Gente Fina no Leblon. Lugarzinho agradável com barzinho e boate e muita musica boa! Pensamos: é isso, achamos! \o/ Entramos, sentamos no barzinho, bebemos.. conversamos, conversamos e conversamos! E, finalmente, decidimos subir pra dançar. E então, nos deparamos com um lugar ligeiramente vazio, com varios casais e, NINGUÉM dançando! Me senti uma intrusa na social de alguém! Depois de um tempo dançando, decidimos fazer nossa 4a e última tentativa!

E, foi assim, que fomos parar na MELT.


O que posso dizer?! A MELT tem um ambiente legal. Assim como o Gente Fina, é bar e boate. Ambiente legal, musica boa e MUITA, mas MUITA gente mesmo na pista de dança! Uma loucura! Dificil arrumar lugar na pista pra dançar. Não é dizer que a MELT é pequena, pq na verdade não é: são 2 andares! O problema é que o andar de baixo é o bar com um monte de mesinhas, e, somente em cima, a pista de dança. Acreditem, não dá vazão! Era mta gente! Acho q uma sardinha enlatada tinha mais espaço! rsrs.. Mas valeu mesmo assim! Mesmo apertadas, espremidas, empurradas e, claro, apesar de um bando de caras bêbados e sem noção do q significa a palavra NÃO, foi divertido! Finalmente, dancei! Mta música boa! Vontade de colocar o DJ de baixo do braço e carregar ele pra um lugar um pouquinho maior! rsrs..



Pq é impagável vc entrar numa boate e no meio da sua madrugada o DJ começar a tocar músicas como "Rap do Solitário", "Me Leva", "Nosso Sonho", "Rap da Felicidade" e "Mel da Sua Boca". Uma viagem no tempo! E nostálgica do jeito q eu sou, nesse momento, o DJ da MELT me conquistou de vez! rsrs


E, foi entao, que as 4 e pouca da manhã, depois da nossa mesa ser invadida por 2 criaturas bêbadas tentando puxar papo, deu virar uma menina chamada Juliana que nasceu em 1991, decidimos encerrar a noite e voltar pra casa! rsrs

E essa, foi a minha noite de sábado! Q venha a proxima! =)

bjooo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Pisciana



A mulher de Peixes é conhecidíssima no zodíaco. São as mulheres à moda antiga, digamos assim. As mais femininas de todas, de uma forma que nem as librianas sabem ser. Se você procura a mulher para quem você puxa a cadeira, que pula nos seus braços quando sente medo e que olha pra você com toda a admiração que você viu poucas vezes na sua vida, então aqui está sua Chapeuzinho Vermelho. Proteje-a do lobo.

Ela é uma sonhadora, crente fervorosa no alter ego das pessoas que ama. Ela crê que o homem com quem está é capaz de protege-la de uma dúzia de perigosos bandidos que possam abordá-la numa rua obscura. E um toque de sua fé mágica acaba convencendo-o que sim, é possível. Ela é a mulher que muitos homens desejam, e acaba atraindo para si muitos dos olhares masculinos. Ela é isso... Nem mais, nem menos. Mulher na medida de uma mulher.

A amante de peixes é como retiro espiritual onde você recarrega suas energias. Ela é suave e torna as coisas suaves. Acalmam. E sem fazer força ou usar de artificios acabam atraindo os homens pela energia que emana. Dificilmente culpará você por tudo, será exigente ou egoísta. É tão boa que nem parece verdade. O que é interessante porque as piscianas também são conhecidas por serem esponjas humanas. Absorvem para si todos os problemas dos outros. Assumem, decidem cuidar deles. Certamenteque ela tem um bocado de problemas em sua vida e é bom que você não seja mais um deles. Elas são plácidas, mas vez ou outra (assim no susto do de vez em quando) ela abre firme suas guelras e esbraveja pra fora tudo que ela quiser...Porque é o direito dela depois de tanto tempo absorvendo tudo. Então, cuidado, uma hora seu peixinho vai pular pra fora do aquario se você abusar demais.

São sonhadoras e ex-tre-ma-men-te sentimentais. Quando se sente magoada é capaz de derramar rios inteiros de lágrimas. É o tipo da mulher que chora na DR. E pode acreditar que você vai se sentir um assassino de coelhos nessa hora achando que cometeu a maior maldade do mundo. Elas sabem como parecer frágeis. Bom, mas elas não são. De outra forma, como elas poderiam ter sobrevivido ao enxame de conflitos e atribulações que rondam sua vida? Elas são fortes porque continuam a nadar sempre, como um peixe.

São tímidas. Tímidas mesmo. Então vai dar um trabalho se você quiser pescar o seu peixe. Ela ficará acanhada de vir abocanhar a isca. Em casos mais extremos a pisciana fecha bem suas escamas, foge do cardume e começa a imaginar porque é assim tão só. No fundo, seu intenso desejo de fazer bem a todas as pessoas que ama, a faz crer que sua presença e suas vontades, de alguma forma, está pressionando, impondo, explorando ou se aproveitando dos outros, quando na verdade não é nada disso. Nessas horas é importante que seu amante seja alguém independente, firme e eloquente para colocar ordem no oceano pisciano.

Mas no fim dessa história a mulher de peixes sempre será aquela moça exalando feminilidade para todos os lados. A que passa com os olhos masculinos acompanhando, não seu porte, não sua beleza, apenas ela. Porque é difícil achar uma mulher que decidiu se assumir estritamente como mulher e o mínimo possivel de masculinidade. Ela não quer avançar, não quer corromper e nem muito menos trocar os papéis com seu namorado. Ela só precisa ser enlaçada por seu braço forte em troca de sua paz.

É um oceano particular. Tormenta e calmaria em curvas precisamente femininas.
Não deixe escapar essa mulher de suas mãos.


Eduardo Aguiar

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011


“Se a liberdade significa alguma coisa, 
será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir" 

(George Orwell)

sábado, 2 de julho de 2011

30 Day Song Challenge
Day 05: A Song That Reminds You Of Someone


"Stuck In A Moment"

I'm not afraid
Of anything in this world
There's nothing you can throw at me
That I haven't already heard
I'm just trying to find
A decent melody
A song that I can sing
In my own company

I never thought you were a fool
But darling, look at you. Ooh.
You gotta stand up straight, carry your own weight
'Cause tears are going nowhere baby

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And now you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it


I will not forsake
The colors that you bring
The nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted
By the light you brought to me
I listen through your ears
Through your eyes I can see

You are such a fool
To worry like you do.. Oh
I know it's tough
And you can never get enough
Of what you don't really need now
My, oh my

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Oh love, look at you now
You've got yourself stuck in a moment
And you can't get out of it
Oh lord look at you now
You've got yourself stuck in a moment
And you cant get out of it

I was unconscious, half asleep
The water is warm 'til you discover how deep
I wasn't jumping, for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it

And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along this stony pass

It's just a moment
This time will pass